O preço do diesel voltou a subir, nesta terça-feira (17), pelo segundo dia consecutivo no Distrito Federal e já começa a afetar o funcionamento de postos de combustíveis. Com dificuldade para receber novos carregamentos, alguns estabelecimentos precisaram suspender temporariamente as vendas.
Segundo reportagem do Correio Braziliense, distribuidoras estão limitando a quantidade de combustível entregue aos postos. Em alguns casos, os revendedores relatam estar há dias sem receber novas cargas de diesel.
A situação ocorre em meio a um cenário de instabilidade no mercado de energia, que tem pressionado os preços dos combustíveis. Desde o início dessa nova alta, o diesel já acumula aumento de cerca de R$ 0,89, enquanto a gasolina também registrou reajuste de aproximadamente R$ 0,27.
Para tentar ampliar a oferta, a Petrobras passou a realizar leilões de diesel voltados a pequenas distribuidoras regionais. No entanto, o valor pago nesses leilões já chegou a ficar até R$ 2,60 acima do preço de tabela, o que também pressiona o preço final ao consumidor.
Com a redução no abastecimento e a alta nos custos, o setor teme que novos aumentos e dificuldades de fornecimento possam ocorrer nos próximos dias.
De acordo com a U.S. Energy Information Administration, o preço do petróleo bruto é o principal componente do valor do diesel e pode representar cerca de metade do preço final do combustível. Por isso, quando o petróleo sobe no mercado internacional, o diesel tende a acompanhar a alta.
Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o mercado internacional de energia registrou forte alta. O preço do diesel chegou a subir cerca de 37% em um mês, enquanto o barril do petróleo Brent avançou quase 50%, ultrapassando US$ 100. Esse movimento pressiona os preços dos combustíveis em diversos países.