O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quebrou o silêncio nesta quarta-feira (13) sobre as revelações que o ligam ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O parlamentar confirmou que solicitou apoio financeiro ao banqueiro para a produção de "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, mas negou qualquer irregularidade no processo, classificando a negociação como estritamente privada.
A confirmação ocorre após o site Intercept Brasil divulgar áudios e mensagens em que Flávio cobrava parcelas atrasadas do patrocínio. Segundo a reportagem, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto cinematográfico por meio de transferências realizadas em 2025.
Em nota oficial e no instagram, o senador enfatizou que não houve uso de recursos estatais ou benefícios fiscais. "O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", defendeu Flávio.
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Sobre os áudios em que aparece cobrando o banqueiro, o senador explicou que o contato foi retomado apenas devido ao atraso nos pagamentos previstos para a conclusão da obra. Ele alega ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, época em que, segundo ele, não pesavam suspeitas públicas contra o empresário. "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo", garantiu.
CPI do Master
A estratégia da defesa de Flávio agora é levar o embate para o campo político. O senador aproveitou o comunicado para pedir a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, tentando vincular a imagem de Vorcaro ao atual governo.
"É preciso separar os inocentes dos bandidos. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do MASTER JÁ", disparou o parlamentar. A fala ocorre um dia após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central e a prisão de Vorcaro, acusado de uma fraude bilionária que abalou o mercado financeiro.
Veja abaixo a íntegra da nota:
Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.
Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme.
Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro.
Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.