O senador Jaques Wagner (PT-BA) tratou com cautela e um certo distanciamento o caso que envolve a BN Financeira, empresa ligada à esposa de seu enteado. Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (19), o parlamentar afirmou estar “muito tranquilo” diante das investigações e reforçou que não tem qualquer vínculo com as operações apuradas.
Wagner atribuiu parte da repercussão ao ambiente político. Segundo ele, ano eleitoral costuma inflar suspeitas e transformar episódios em crises de grandes proporções.
O petista também fez questão de delimitar sua relação familiar com o caso. Disse que chama a mulher de seu enteado de “nora”, mas reiterou que não participa, não interfere e não tem responsabilidade sobre as atividades da empresa. “Não tenho nada a explicar”, afirmou.
Ainda de acordo com Wagner, os envolvidos já apresentaram esclarecimentos às autoridades. Ele destacou que a defesa dos sócios protocolou uma petição junto ao ministro do André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal, colocando à disposição dados fiscais, bancários e outras informações consideradas relevantes para o andamento das investigações.
Em nota, a BN Financeira sustentou que recebeu valores do Banco Master de forma regular, com contratos firmados entre 2022 e 2025 para serviços de prospecção e intermediação de crédito. A empresa afirmou que todas as operações foram registradas, contabilizadas e declaradas à Receita Federal, e reforçou que permanece disponível para colaborar com as autoridades.