O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3), após o término do prazo inicial de 90 dias concedido anteriormente pela Corte.
Segundo o despacho, Bolsonaro continuará submetido às mesmas restrições já determinadas pelo STF, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de utilizar redes sociais ou outros meios de comunicação e a limitação de visitas a pessoas previamente autorizadas.
Moraes considerou relatórios que apontam o cumprimento das medidas impostas durante o período da prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente havia solicitado a revogação da medida, alegando que as condições que motivaram a concessão do benefício já não estariam presentes.
Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que permanecem os fundamentos que justificam a manutenção da prisão domiciliar humanitária, mantendo válidas todas as determinações anteriores.
A decisão ocorre em meio às investigações que envolvem Bolsonaro no âmbito do STF.