A Moura Dubeux afirmou que a negociação de ações envolvendo seu CEO, Diego Villar, investigada pela Comissão de Valores Mobiliários, ocorreu após um erro interno na contagem do período de restrição para operações no mercado.
Em comunicado, a companhia informou que nem ela nem o executivo haviam sido formalmente notificados até então sobre a instauração do processo administrativo. A manifestação foi feita após questionamento da imprensa sobre o caso.
Segundo a empresa a operação sob análise envolve a venda de 15 mil ações recebidas por Villar dentro do plano de incentivo de longo prazo da companhia. A negociação teria ocorrido durante o chamado período de vedação, que normalmente inclui os dias que antecedem a divulgação de resultados financeiros.
A Moura Dubeux, no entanto, sustenta que a operação não decorreu de iniciativa deliberada do executivo. De acordo com a companhia, a venda foi realizada após o CEO receber uma orientação equivocada da própria empresa sobre a contagem do prazo em que negociações são proibidas.
“A negociação não ocorreu por um equívoco do diretor-presidente, mas sim em razão de informação equivocada transmitida pela própria companhia”, afirmou a empresa no comunicado .
A incorporadora acrescentou que já prestou esclarecimentos iniciais à CVM e que aguarda uma comunicação formal do órgão regulador para adotar eventuais medidas adicionais.
O processo conduzido pela CVM apura uma suposta negociação em período vedado, prática proibida pela regulação do mercado de capitais por poder envolver uso de informação privilegiada. O caso está relacionado ao segundo trimestre de 2025, cujo balanço foi divulgado em agosto daquele ano.
A companhia informou ainda que manterá investidores e o mercado atualizados sobre novos desdobramentos por meio de seus canais oficiais.