Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta disse nesta terça-feira (19) que Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes não foram assassinados por um "detalhe". A declaração foi dada enquanto ele comentava sobre operação "Contragolpe", deflagrada pela Polícia Federal. A ação prendeu quatro integrantes do alto escalão do Exército e um policial federal.
"Havia, claramente, por parte dos criminosos, uma preocupação de executar essa ação antes da posse [de Lula]. Num primeiro momento, eles pretendiam fazer a ação antes da diplomação. Como ocorreu a diplomação no dia 12, eles planejaram a ação criminosa para o dia 15. E tinham também o objetivo de sequestrar e assassinar o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)", sustentou Paulo Pimenta.
Estão presos o tenente-coronel Hélio Ferreira de Lima; general da reserva Mário Fernandes, que ocupou cargos na Secretaria-Geral da Presidência da República; o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira; o policial federal Wladimir Matos Soares; e o também oficial Rodrigo Bezerra Azevedo.
"Esse general era secretário-executivo da Secretaria de Governo, portanto, atuava dentro do Palácio do Planalto. Esses coronéis são de uma área muito sensível do Exército Brasileiro, de operações especiais. E essa investigação precisa ser levada às últimas consequências para que realmente todos aqueles que atentam contra a democracia sejam identificados e paguem por esse crime", completou o ministro.
Os cinco são suspeitos de planejar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Lula e matá-lo, em 2022. O grupo planejava, ainda, restringir a atuação do Poder Judiciário após as eleições.