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Primeiro-Ministro da Groenlândia alerta população para possível invasão dos EUA

Data:
Antonio Dilson Neto

Governo distribuiu orientações e vê risco global em eventual escalada

Primeiro-Ministro da Groenlândia alerta população para possível invasão dos EUA
Reprodução/NurPhoto

A Groenlândia entrou oficialmente em modo de alerta. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou nesta terça-feira (20) que o governo orientou a população a se preparar para um cenário extremo: uma possível incursão militar dos Estados Unidos no território ártico.

Segundo Nielsen, a ameaça deixou de ser retórica vaga e passou a exigir medidas concretas. O premiê confirmou a criação de uma força-tarefa para orientar moradores sobre procedimentos básicos em caso de invasão, incluindo estocagem de alimentos e distribuição de materiais informativos com protocolos de segurança.

O alerta ocorre após declarações reiteradas do presidente norte-americano, Donald Trump, que voltou a afirmar que pretende controlar a Groenlândia e se recusou a descartar o uso da força. Para Nielsen, a posição de Washington impõe cautela. Ele reconhece que um conflito direto é improvável, mas sustenta que ignorar o risco seria irresponsabilidade.

A tensão ultrapassa os limites da ilha. A Groenlândia integra o Reino da Dinamarca, país membro da Otan, e qualquer escalada militar teria impacto direto sobre a aliança ocidental. O próprio primeiro-ministro destacou que um confronto na região não seria um episódio isolado, mas um fator de instabilidade global.

O clima de apreensão foi reforçado por declarações da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que classificou o momento como um dos mais sombrios da política internacional recente. Segundo ela, o cenário ainda pode se agravar.

Diante das ameaças, países europeus aliados começaram a reagir. Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia iniciaram o envio de tropas para a Groenlândia e planejam exercícios militares conjuntos na ilha, numa tentativa de dissuasão e demonstração de apoio à soberania do território.

A ambição de Trump sobre a Groenlândia não é nova, mas ganhou contornos mais agressivos em seu segundo mandato. O republicano defende que o controle da ilha seria estratégico para o projeto de um escudo antimísseis, considerado peça-chave de sua política de segurança nacional. 

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