O deputado estadual Jurailton Santos (Republicanos) protocolou um projeto de lei na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) que visa instituir o “Dia Estadual da Família ao Pé da Cruz”. Caso a matéria seja aprovada pelas comissões e pelo plenário da Casa, a celebração passará a acontecer anualmente no dia 3 de abril.
De acordo com o texto da proposta, a data terá como diretrizes principais o incentivo a ações voltadas para a promoção de uma cultura de paz, respeito mútuo e solidariedade. O projeto também coloca em primeiro plano a valorização da fé, da espiritualidade e dos princípios cristãos, além de estimular o desenvolvimento de atividades sociais e culturais voltadas ao bem-estar coletivo de comunidades em toda a Bahia.
Ao defender a iniciativa, Jurailton Santos destacou o peso comunitário e espiritual do movimento no estado, relembrando o impacto de um encontro expressivo realizado na Arena Fonte Nova, em Salvador, que reuniu milhares de fiéis para momentos de reflexão e oração.
"A iniciativa é um reconhecimento à relevância social, espiritual e comunitária do movimento que mobilizou milhares de famílias em todo o território nacional em defesa da fé, da união familiar e dos valores cristãos", justificou o parlamentar.
O desenho do projeto de lei prevê que, ao longo de toda a semana em que cair a data comemorativa, o estado dê espaço para programações especiais. O cronograma sugere a realização de encontros de oração e louvor, campanhas integradas de assistência social, seminários sobre o fortalecimento de vínculos familiares, além de apresentações musicais e eventos esportivos.
Ciente dos debates que envolvem matérias de teor religioso no parlamento, o deputado fez questão de blindar o projeto em sua argumentação final, ressaltando que o texto caminha em total sintonia com as garantias fundamentais da Constituição Federal.
“Importante ressaltar que a presente proposição respeita plenamente os princípios constitucionais da liberdade religiosa e da laicidade do Estado, não estabelecendo preferência religiosa, mas reconhecendo a importância cultural, social e comunitária de um movimento que mobilizou milhares de baianos”, concluiu o deputado na justificativa protocolada na ALBA.