O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta quinta-feira (6) que não pretende fazer qualquer acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) em relação à acusação de estupro feita contra ele durante os trabalhos da CPMI do INSS.
Gaspar nega a acusação e informou que continuará com as medidas judiciais apresentadas contra Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), a quem acusa de denunciação caluniosa. O parlamentar também acionou o Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
A possibilidade de uma retratação chegou a ser discutida entre o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Lindbergh. Segundo a CNN Brasil, os dois conversaram sobre a divulgação de uma nota que deixasse claro que não existem provas contra Gaspar. O petista ainda avalia a publicação do texto.
Mesmo com a articulação, o deputado rejeitou qualquer entendimento. "Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya", afirmou.
Nesta quinta-feira, a defesa de Alfredo Gaspar também protocolou um pedido na PGR para disponibilizar, de forma voluntária, o material genético do parlamentar para eventual exame de DNA. Os advogados ainda solicitaram celeridade na apuração conduzida pelo STF. Segundo a defesa, o material já havia sido coletado anteriormente e pode ser compartilhado com as autoridades.