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VÍDEO: Vereador do PL chama professores em greve de 'vagabundos' e provoca quebra-pau em SP

Data:
Antonio Dilson Neto

Discurso agressivo de parlamentar na Câmara de SP gerou revolta da oposição e suspensão imediata dos trabalhos.

VÍDEO: Vereador do PL chama professores em greve de 'vagabundos' e provoca quebra-pau em SP
Reprodução/YouTube

O vereador Lucas Pavanato (PL-SP) causou uma confusão generalizada na Câmara Municipal de São Paulo ao chamar os professores da rede municipal em greve de “vagabundos”. A declaração agressiva ocorreu na tribuna da Casa, durante a sessão que discutia e votava o Projeto de Lei 354/2026, enviado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que concede um reajuste salarial parcelado de 3,51% para o funcionalismo, índice considerado abaixo da inflação pela categoria.

No trecho do discurso que viralizou nas redes sociais, Pavanato subiu o tom contra os profissionais da educação que protestavam nas galerias do plenário.

“Quem faz greve, não trabalha, é vagabundo. E se a carapuça serviu, o problema é de vocês”, disparou o parlamentar do PL. Sem recuar diante das primeiras vaias, ele reforçou a ofensa em seguida: “Bando de vagabundo”.

https://www.instagram.com/reels/DYesmY2xjOO/

Sessão suspensa

A fala do parlamentar provocou revolta imediata entre os vereadores da oposição e o público presente. Parlamentares se levantaram de suas cadeiras para cobrar explicações e repudiar a postura de Pavanato. A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) liderou a reação da bancada oposicionista, batendo de frente com o colega de plenário.

Em meio ao empurra-empurra e gritos de "você nunca trabalhou na sua vida" e "vagabundo é você" direcionados ao integrante do PL, o tumulto saiu do controle. Para evitar agressões físicas e reestabelecer a ordem, a mesa diretora foi obrigada a suspender a sessão temporariamente.

Apesar dos protestos e do clima hostil, a base governista garantiu a aprovação do projeto em segunda e definitiva votação por 35 votos a 16. O texto agora segue para a sanção do prefeito Ricardo Nunes. O plano aprovado estabelece o parcelamento do reajuste de 3,51%: os servidores receberão 2% retroativos a 1º de maio de 2026 e o complemento de 1,48% apenas a partir de 1º de maio de 2027.

Bancadas do PT e do PSOL criticaram duramente o Palácio Anchieta, afirmando que a proposta trata os servidores com "desrespeito" e altera negativamente pontos da carreira dos docentes. O Sinpeem, sindicato que representa os profissionais da educação municipal, reiterou que o índice impõe perdas reais à categoria e confirmou que a greve dos professores continuará mantida.

Nas redes sociais, a postura de Lucas Pavanato e a aprovação do reajuste de 3,51% foram amplamente criticadas por internautas e líderes sindicais, que relembraram os privilégios da própria Casa legislativa. Em 2024, os vereadores de São Paulo aprovaram um aumento de 37% nos próprios salários, elevando os vencimentos dos parlamentares para mais de R$ 26 mil mensais a partir de 2025.

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