O professor de matemática da Rede Municipal de Ensino de Amargosa, e que também ministrava aulas em Milagres, José Carlos Leal do Valle Júnior, foi preso nesta quarta-feira (21). No Instagram, o homem se apresenta como Filho de Deus, matemático e pai.
Ele é suspeito de abusar sexualmente de adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos. Nesta quarta-feira (21), cerca de cinco vítimas participaram de uma audiência especial no fórum de Amargosa e relataram com detalhes os abusos. Segundo as jovens, elas eram perseguidas fora do ambiente escolar.
O Portal do Casé conversou com o pai de uma das vítimas de 15 anos. Sem querer revelar o nome para não expor a filha, ele contou como ficou sabendo dos abusos.
"Minha filha só conseguiu entender que estava sofrendo abuso quando uma amiga dela a contou que o professor a chamou para sentar no colo dele e ela saiu correndo. A garota era da Zona Rural e o professor chegou a ir na casa dessa jovem para a coagir. Depois, ele passou na porta da minha casa para falar com minha filha. Então, nesse momento, ela nos contou chorando que ele pegava ela no braço e falava que ela estava com corpão".
Assim que soube da situação, o pai da jovem denunciou a situação a diretoria da escola e reportou a situação ao Conselho Tutelar. Em seguida, denunciou à Polícia Civil. Atualmente, essa vítima está passando por acompanhamento psicológico. O pai contou ao Portal do Casé que durante o depoimento na audiência a jovem chorou bastante. "Quando ela começou a relatar os abusos ela chorou muito e foi para casa chorando, infelizmente".
O professor suspeito dos abusos é casado e tem um filho. Ele teve o mandato de prisão preventiva cumprido por policiais civis que investigavam a situação desde setembro do ano passado, quando surgiram as primeiras denúncias do assédio contra as alunas do 9° ano. O crime consistia em acariciar as nádegas e coxas das garotas e, muitas das vezes, ele pedia para que sentassem eu seu colo.
Em Amargosa, o professor ensinava nos colégios municipais Almeida Sampaio e colégio Dinorá, além de outras instituições privadas da cidade. Segundo o pai de uma das vítimas, cerca de 15 meninas foram assediadas, em média, apenas no Colégio Dinorá.
O titular da Delegacia Territorial de Amargosa, Marcos Maia, pede para que se houver outras vítimas do mesmo criminoso, que entrem em contato diretamente com a Polícia Civil de Amargosa afim de coletar mais informações.
O suspeito já responde a, pelo menos, seis processos, por abuso e importunação sexual, na Comarca de São Francisco do Conde, município onde também foi professor.
Na rede social, Marcelo Nascimento, um dos denunciantes da situação, fez um desabafo. "A justiça começou a ser feita. Quero agradecer a Polícia Civil de Amargosa. Queremos que ele continue preso para pagar pelos crimes".
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A Prefeitura de Amargosa afastou o profissional das atividades desde o ano passado quando às primeiras denúncias foram feitas.