Marilene Carla Martins dos Santos, de 53 anos, foi enterrada neste domingo (29), depois de o corpo passar por necrópsia no Instituto Médico Legal de Feira de Santana, e do homem com quem ela mantinha um relacionamento, há pouco mais de dois meses, prestar depoimento na delegacia.
O velório da mulher foi interrompido no sábado (28), depois do filho, Kauã Martins dos Santos, de 18 anos, notar marcas de violência na cabeça, nariz e em um dos lábios do corpo da mãe.
O fato levantou suspeita da família para um suposto feminicídio já que o companheiro da mulher treria desaparecido desde a notícia da morte da vítima e apagado o contato da mesma.
No entanto, o pedreiro com quem Marilene se relacionava compareceu a delegacia da região e prestou depoimento no domingo pela manhã, quando ela foi enterrada.
Segundo a esposa de um dos seis filhos de Marilene, que não quer ser identificada, o investigador da delegacia apontou contradições e percebeu certo nervosismo no rapaz.
"O mais estranho da situação foi omissão de socorro. Ela saiu da igreja, pegou o filho na casa da amiga e encontrou com ele. Os três foram de moto pra casa. O filho dela de dez anos diz que primeiro o homem deixou ela em casa e depois ele foi deixado na casa de um amigo. Tempos depois o homem chegou dizendo que não teria acertado voltar sozinho para a casa dela porque seria a primeira vez que ia lá. Foi então que pegou o menino pra ele mostrar a casa. Quando chegou lá, Marilene estava caída e o homem foi embora e deixou os dois sozinhos. Uma vizinha que passou viu a situação e pediu ajuda".
Segundo familiares, o que a criança conta vai de encontro a versão do namorado. Ele teria dito que ela caiu de moto.
Marilene foi internada no Hospital Municipal de Irará com o quadro de Acidente Vascular Cerebral (AVC) na noite de sábado (28) e, momentos depois, teria morrido.
O laudo sai com aproximadamente 60 dias. O filho de dez anos de Marilene está, temporariamente, em Salvador com um dos irmãos.