Uma rede investigada por distribuir drogas para consumidores de alto poder aquisitivo na Bahia movimentou R$ 9,6 milhões em cinco anos, segundo a investigação. O grupo usava principalmente o Instagram para negociar os entorpecentes e recebia os pagamentos, em grande parte, por PIX.

Ao todo, 12 pessoas foram presas nesta quinta-feira (24), em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus. Um dos alvos já estava preso em Aracaju, em Sergipe. Entre os consumidores identificados pelos investigadores estão médicos, empresários, advogados e outros profissionais de alto poder aquisitivo.
O principal alvo da investigação é Erik Castro Gusmão Seixas, apontado como responsável pela venda de diferentes tipos de maconha por meio do Instagram. Segundo a apuração, ele recebia drogas de São Paulo e do Paraguai e coordenava a distribuição para Salvador, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus. No período investigado, foram identificadas mais de 16,6 mil transações bancárias ligadas às movimentações atribuídas a ele.
A investigação também identificou uma estrutura de distribuição no interior da Bahia. Em Vitória da Conquista, um dos suspeitos é apontado como responsável pela distribuição regional. Parte dos entorpecentes teria sido escondida dentro de potes de creme e transportada em ônibus comerciais. Entre as drogas citadas na apuração estão ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA.
Os investigadores também apontam o uso de empresas, contas de terceiros e nomes de familiares para movimentar ou ocultar recursos. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões. Além disso, oito carros e uma motocicleta foram alvo de medidas de apreensão, com valor total superior a R$ 1,1 milhão segundo a tabela FIPE.
A investigação teve origem na Operação Gênesis, após a análise de perfis em redes sociais indicar a comercialização de drogas. A partir dessas informações, os investigadores chegaram a fornecedores, distribuidores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira do grupo.