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Brasil estreia nos Jogos de Inverno 2026 com maior delegação da história

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Da redação

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen foi um dos porta-bandeiras brasileiros no San Siro e chamou atenção ao conduzir o desfile com passos de dança, animando a delegação. Já em Cortina, a atleta Nicole Silveira, do skeleton, também ergueu a bandeira nacional

Brasil estreia nos Jogos de Inverno 2026 com maior delegação da história
Reprodução/Redes Sociais/Ice Brasil

A 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 foi oficialmente aberta nesta sexta-feira (6), em Milão, na Itália, com uma cerimônia grandiosa que misturou música, moda, artes e referências à cultura italiana. Representando o Governo do Brasil, o ministro do Esporte, André Fufuca, acompanhou a abertura no estádio San Siro.

A festa reuniu 93 delegações e cerca de 2.900 atletas, além do tradicional desfile das equipes e do acendimento das duas piras olímpicas. O ponto alto da noite ficou por conta das apresentações musicais, com destaque para Mariah Carey, que cantou Nothing Is Impossible, escolhida para simbolizar o espírito da competição. Também passaram pelo palco Laura Pausini, Andrea Bocelli e atores consagrados do cinema e da televisão italiana.

Com o slogan “Armonia”, os Jogos serão disputados ao longo de 16 dias, reunindo provas na neve e no gelo. O Brasil participa com 15 atletas, sendo 14 titulares e um reserva. Sete deles são beneficiários do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte. A expectativa da delegação é realista, mas otimista, com chances concretas de medalhas.

Time Brasil 

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen foi um dos porta-bandeiras brasileiros no San Siro e chamou atenção ao conduzir o desfile com passos de dança, animando a delegação. Já em Cortina, a atleta Nicole Silveira, do skeleton, também ergueu a bandeira nacional. Os dois usaram um figurino especial: um conjunto puffer branco, com a bandeira do Brasil revelada no interior da roupa. O restante da equipe vestia uniforme azul-marinho.

Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho de mãe brasileira e pai norueguês e compete no slalom e no slalom gigante do esqui alpino. Desde a mudança de federação, soma um ouro, cinco pratas e dois bronzes em etapas de Copa do Mundo. No Mundial de 2025, terminou em 13º no slalom e 14º no slalom gigante.

Já a gaúcha Nicole Silveira chega como um dos nomes mais promissores do Brasil, embalada por três bronzes em Copas do Mundo e um quarto lugar no Mundial de 2025.

Durante a cerimônia, o ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, destacou o papel do esporte em tempos de instabilidade global. “Em um mundo dominado por conflitos, aqui mostramos que outro mundo é possível. Estes Jogos pertencem aos atletas”, afirmou.

André Fufuca também ressaltou o simbolismo da participação brasileira. “Não podemos levar neve para o Brasil, mas temos o Bolsa Atleta, que ajuda a levar medalhas. Praticar esportes de inverno no nosso país exige coragem. Todos aqui já merecem aplausos”, disse.

Competições já começaram

As primeiras disputas oficiais tiveram início nesta sexta-feira (6), com partidas de curling, incluindo confrontos entre Suécia e Grã-Bretanha, Itália e Suíça e Estados Unidos e Canadá. O hóquei no gelo feminino também abriu o calendário, com o duelo entre França e Japão, na Arena Rho.

A estreia do Brasil acontece na terça-feira (10), na prova de esqui cross-country, com Bruna Moura, Eduarda Ribera e Manex Silva. A participação é considerada uma das mais relevantes do país na história dos Jogos Olímpicos de Inverno.

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