A Casa do Benin, no Pelourinho, voltou a receber visitantes nesta quinta-feira (6), após passar por obras de requalificação e pela restauração completa do acervo de arte afrodiaspórica. Fechado desde fevereiro, quando um caminhão atingiu a fachada do imóvel e danificou uma das pilastras, o espaço foi recuperado e reabre como parte da programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) e das comemorações pelos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Durante a cerimônia de reabertura, o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, afirmou que a entrega do equipamento representa a retomada de um importante espaço de preservação da memória afro-brasileira. "A Casa do Benin completa 40 anos e hoje estamos devolvendo esse espaço à comunidade. Aproveitamos o período de interdição para recuperar a estrutura e restaurar todo o acervo. Um museu não pode permanecer fechado", declarou.
A programação começou com uma edição especial do projeto "Patrimônio É...", dedicada ao tema “Memória Publicada”, que debate a preservação do patrimônio cultural por meio de livros, pesquisas e acervos digitais. O encontro também marcou o lançamento de duas revistas produzidas pelo projeto.
Até o fim da Flipelô, o espaço recebe uma programação gratuita com oficinas, atividades infantis, apresentações culturais e lançamentos de livros. Entre os destaques estão a apresentação interativa do “Dicionário Afro-Baiano Afrobeto”, oficinas de confecção de livretos e brinquedos artesanais e o lançamento do livro infantil “A Poeta Que Rimou o Mar”, da escritora Mariana Paiva, em homenagem à poeta Myriam Fraga.

Para a gerente de Equipamentos Culturais da FGM, Manuela Sena, a reabertura reforça o compromisso com a preservação da memória e do patrimônio cultural. Segundo ela, a expectativa é consolidar a Casa do Benin como um espaço permanente de intercâmbio entre artistas brasileiros e beninenses, reunindo exposições, ações de formação e atividades culturais.
A gerente de Bibliotecas e de Promoção do Livro e Leitura da FGM, Jane Palma, destacou que o equipamento mantém uma programação contínua voltada ao incentivo à leitura e à valorização da cultura afro-brasileira, com contação de histórias, oficinas literárias e atividades destinadas a estudantes, moradores e turistas que visitam o Pelourinho.