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Justiça Eleitoral barra 22 candidaturas por suspeita de ligação com crime organizado

Data:
Maria Eduarda Moura

Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos, com 13 candidaturas barradas

Justiça Eleitoral barra 22 candidaturas por suspeita de ligação com crime organizado
Divulgação

A Justiça Eleitoral indeferiu 22 candidaturas às eleições de 2026 por suspeita de vínculos com organizações criminosas. As decisões foram tomadas em seis estados, após questionamentos do Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou 42 registros em dez unidades da Federação.

O Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos, com 13 candidaturas barradas. Também foram registrados indeferimentos na Paraíba (3), no Acre (2), em Mato Grosso do Sul (2), na Bahia (1) e no Amapá (1). Entre os candidatos, 14 disputavam vagas de deputado estadual, seis de deputado federal e dois de suplente de senador.

Seis candidatos receberam votos suficientes para conquistar uma vaga, mas concorreram com registros contestados. A validade dos votos depende do julgamento dos recursos apresentados à Justiça Eleitoral.

Entre os casos estão Jamilson Name (PP), condenado a oito anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro; Diego Alba (PSDB), condenado por participação em quadrilha armada; e Renato Machado (PT), apontado pelo Ministério Público como integrante do núcleo político de um grupo criminoso em Maricá (RJ).

O MPE também recorreu contra candidaturas inicialmente autorizadas, como a de Márcio Canella (União), deputado estadual eleito e preso 11 dias após a votação, e a de Ney Santos (Republicanos), candidato a deputado federal por São Paulo. Os recursos ainda aguardam análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 

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