A Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e iniciou a recuperação de mensagens e fotos apagadas pelo investigado. A informação foi confirmada por fontes da corporação, que apontam o uso de um software adquirido recentemente para o procedimento.
O trabalho foi considerado complexo devido ao modelo do aparelho, um iPhone 17 Pro Max, que possui sistemas avançados de proteção de dados. Segundo investigadores, o celular também contava com uma camada extra de criptografia, o que exigiu semanas de trabalho técnico especializado.
Os dados recuperados passam agora por uma análise detalhada, chamada internamente de “peneiramento”. O objetivo é identificar conversas e registros relevantes para a investigação, especialmente sobre possíveis negociações envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), além de tentativas de impedir ou adiar a liquidação da instituição.
A defesa de Vorcaro manifestou preocupação com o procedimento e solicitou o descarte de informações pessoais sem relação com o caso. Fontes da PF informaram que, após a conclusão da análise — prevista para uma ou duas semanas após o Carnaval —, o material relevante será encaminhado ao STF e à PGR.
Embora o celular contenha conversas com diversas autoridades, investigadores afirmam que o foco é reunir provas que reforcem as linhas de apuração sobre a atuação do Banco Master e possíveis irregularidades, incluindo indícios de tentativa de interferência no processo de liquidação do banco.