O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em referência ao Irã, ao reforçar o ultimato para que o país feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada na rede Truth Social, onde o líder americano indicou que o desfecho pode ocorrer ainda hoje.
O prazo estipulado pelo governo norte-americano se encerra às 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília. Caso não haja acordo, Trump voltou a ameaçar bombardeios contra infraestrutura iraniana. Nas últimas semanas, o presidente já havia feito ultimatos semelhantes, frequentemente adiados, em meio a críticas internacionais sobre a legalidade de possíveis ataques.
Entre as ameaças, Trump mencionou a possibilidade de destruição de pontes, usinas de energia e outras estruturas estratégicas do Irã. Especialistas e juristas apontam que ataques a infraestruturas civis podem configurar crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra, especialmente quando atingem serviços essenciais à população.
O governo iraniano reagiu com críticas. Autoridades classificaram as declarações como “infundadas” e alertaram para uma resposta mais intensa em caso de novos ataques. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari afirmou que qualquer ofensiva poderá gerar retaliações em maior escala.
No campo diplomático, as negociações seguem incertas. Países como Paquistão, Egito e Turquia atuaram como mediadores, mas as conversas indiretas foram interrompidas recentemente. Uma proposta de cessar-fogo de 45 dias, que incluía a reabertura do Estreito de Ormuz, foi rejeitada por ambos os lados.
Enquanto os Estados Unidos classificaram a proposta como insuficiente, o Irã afirmou que a trégua permitiria aos adversários se reorganizarem para prolongar o conflito. Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã apresentou uma contraproposta com dez pontos, defendendo o fim permanente da guerra conforme seus interesses.
A escalada de tensão ocorre em meio a alertas internacionais sobre os impactos de um possível conflito na região, especialmente no fornecimento global de energia, já que o Estreito de Ormuz é considerado uma rota estratégica para o transporte de petróleo.