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Alexandre Pires é alvo de operação da PF que investiga lavagem de dinheiro ligada a garimpo ilegal

Data:
Antonio Dilson Neto

Cantor foi alvo de buscas em Uberlândia durante segunda fase da Operação Disco de Ouro, que investiga organização suspeita de lavar dinheiro obtido com minério ilegal

Alexandre Pires é alvo de operação da PF que investiga lavagem de dinheiro ligada a garimpo ilegal
Reprodução/Redes sociais

O cantor Alexandre Pires foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (23), que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro e na falsidade ideológica relacionadas à comercialização ilegal de minério extraído da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Ao todo, a operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal e não há mandados de prisão nesta etapa. Os mandados relacionados a Alexandre Pires são cumpridos em uma casa e na produtora musical do cantor, em Uberlândia (MG). Segundo a investigação, os agentes buscam documentos, mídias e outros bens que possam ajudar a esclarecer a movimentação financeira investigada.

A apuração aponta que Alexandre Pires era empresariado por Matheus Possebon, enquanto o irmão dele, Diego Possebon, é apontado pelos investigadores como operador central e líder da organização. O cantor e uma empresa ligada a ele foram incluídos pela investigação no chamado núcleo financeiro do grupo.

Segundo as suspeitas levantadas pela PF, estruturas empresariais ligadas ao cantor teriam sido utilizadas para fracionar, ocultar e dissimular valores que seriam provenientes do esquema envolvendo a comercialização do minério.

A investigação aponta ainda que mais de US$ 48 milhões teriam sido movimentados e ocultados por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de transferência conhecidos como dólar-cabo.

De acordo com os investigadores, o grupo utilizava pessoas físicas e empresas para pulverizar os recursos e dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro.

Operação Disco de Ouro

A operação desta quarta-feira é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada em 2023. A investigação apura a cadeia de comercialização e exportação de minério, além do uso de documentos falsos para dar aparência de legalidade a determinadas transações.

Os investigados podem responder, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, entre outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das apurações.

A defesa de Alexandre Pires ainda não havia se manifestado sobre a operação até a publicação das informações.

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