A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro iniciou a organização de documentos e informações que devem embasar uma proposta de delação premiada a ser apresentada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material, segundo apuração da CNN, está sendo estruturado em ao menos cinco anexos, que serão entregues aos investigadores.
A expectativa, compartilhada por advogados e integrantes da PF, é de que a coleta e sistematização dos dados levem cerca de 45 dias. Na sequência, deve começar a fase de depoimentos. Vorcaro está preso desde o dia 4 de março.
Com o conjunto de informações em mãos, caberá à Polícia Federal avaliar se há elementos suficientes para sustentar o acordo de colaboração. A análise inclui verificar se o conteúdo apresentado traz fatos novos relevantes em relação ao que já foi reunido na investigação, como registros de mensagens, e-mails, movimentações financeiras e identificação de envolvidos.
Investigadores esperam que o ex-banqueiro amplie o alcance das informações, indicando possíveis conexões com outros nomes e detalhando a estrutura de eventuais esquemas. A apuração busca esclarecer se houve participação de agentes políticos em fraudes bancárias de grande escala e identificar beneficiários financeiros.
Caso o material seja considerado consistente, o acordo pode avançar para as próximas etapas. Após a conclusão dos depoimentos, a defesa deve solicitar a substituição da prisão preventiva por medidas alternativas, como prisão domiciliar ou o uso de tornozeleira eletrônica.