O pedido de extradição de Alexandre Ramagem, encaminhado pelo governo brasileiro aos Estados Unidos, foi instruído com informações consideradas essenciais pelas autoridades americanas, incluindo a localização atual do investigado em território norte-americano. A exigência faz parte dos procedimentos padrão adotados pelos EUA em casos desse tipo.
Além da localização, o requerimento reúne a identificação do extraditando, a descrição detalhada dos fatos atribuídos a ele, os dispositivos legais aplicáveis e a documentação judicial que embasa o pedido, conforme previsto no tratado de extradição em vigor entre Brasil e Estados Unidos.
O procedimento tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), assim como o próprio pedido de extradição. O acesso às informações é restrito, o que explica o fato de a formalização do pedido, concluída em 30 de dezembro do ano passado, só ter se tornado pública agora, sem divulgação prévia de detalhes.
Segundo pessoas que acompanham o processo, uma eventual mudança de endereço de Ramagem nos Estados Unidos não deve representar obstáculo relevante. A avaliação é de que os dados podem ser atualizados, se necessário, sem comprometer a validade do pedido já apresentado.
Cronologia do pedido de extradição
O caso seguiu as etapas formais previstas na legislação brasileira e no acordo bilateral entre os dois países. Em 15 de dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou a adoção das providências para abertura do procedimento e o envio da documentação ao Poder Executivo.
No dia 22 de dezembro de 2025, concluída a fase técnica, o pedido foi encaminhado pela via diplomática. Já em 30 de dezembro, a Embaixada do Brasil em Washington formalizou o requerimento junto ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, encerrando a etapa brasileira do processo.
A partir daí, a análise passou a depender exclusivamente das autoridades americanas, que avaliam a conformidade do pedido com a legislação local e eventuais manifestações da defesa. Não há prazo definido para a conclusão dessa etapa.
O Ministério da Justiça não se manifestou sobre o caso.