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Presidente do Irã chama morte de Khamenei de 'declaração de guerra' e promete vingança

Data:
Antonio Dilson Neto

Masoud Pezeshkian afirma que ataque dos EUA e de Israel impõe resposta “legítima” e amplia tensão no Oriente Médio

Presidente do Irã chama morte de Khamenei de 'declaração de guerra' e promete vingança
Wikimedia Commons

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (1º) que a morte do líder supremo Ali Khamenei representa uma “declaração de guerra contra os muçulmanos” e prometeu uma resposta considerada “legítima” contra os Estados Unidos e Israel.

Em pronunciamento oficial, Pezeshkian disse que o assassinato do aiatolá atinge toda a comunidade islâmica, especialmente os xiitas, e classificou a retaliação como um dever do Estado iraniano.

“O assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo. A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo”, afirmou.

Pouco antes do discurso, a agência estatal Isna informou que o presidente está em segurança e sem ferimentos.

Khamenei morreu durante um bombardeio realizado na madrugada de sábado (28) contra o complexo presidencial onde se encontrava. A ação, segundo autoridades americanas, foi coordenada entre os Estados Unidos e Israel.

Horas depois do ataque, o então presidente americano Donald Trump anunciou que o líder iraniano havia sido morto. A confirmação oficial por parte de Teerã veio apenas no fim da noite, por meio da imprensa estatal.

No poder desde 1989, Khamenei liderou o país por quase quatro décadas e concentrava a autoridade máxima política e religiosa do regime. Sua morte foi inicialmente divulgada pela agência estatal Fars, que classificou o episódio como “martírio”.

O governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral. Em nota, autoridades descreveram o ataque como um crime cometido pelos Estados Unidos e pelo que chamaram de “regime sionista”, afirmando que o episódio abrirá uma nova fase na história do mundo islâmico.

Segundo a versão oficial, o aiatolá foi atingido enquanto estava em seu local de trabalho, contrariando rumores de que viveria escondido por medo de atentados.

 

 

 

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