Economista, escritor e comentarista político, Rodrigo Constantino, de 50 anos, tornou-se alvo de investigação após publicar um vídeo com declarações ofensivas contra a Bahia e os baianos. A Polícia Civil abriu procedimento para apurar possíveis manifestações de caráter discriminatório.
No vídeo, publicado após o primeiro turno das eleições, Constantino chamou a Bahia de “câncer do Brasil”, classificou Salvador como “lixo” e afirmou que, no estado, “ninguém quer trabalhar”. O conteúdo também traz generalizações sobre a população baiana.
Nascido no Rio de Janeiro, Constantino é formado em Economia pela PUC-Rio e possui MBA em Finanças pelo IBMEC. Ele atuou no mercado financeiro entre 1997 e 2013 e passou por veículos como Veja, O Globo, Valor Econômico, IstoÉ, Jovem Pan e Record, além de ter participado de instituições ligadas ao pensamento liberal.
Ao longo da carreira, também esteve envolvido em outras controvérsias. Em 2020, deixou a Jovem Pan e a Record após declarações sobre o caso Mariana Ferrer. Também foi condenado em primeira instância a indenizar o ator Fábio Assunção por danos morais.
A repercussão das declarações sobre a Bahia levou ainda a OAB-BA a apresentar notícia-crime à Polícia Federal, solicitando investigação sobre possível discriminação contra a população baiana. O MP-BA informou que as provas já foram preservadas e avalia se o caso deverá ser conduzido pela esfera estadual ou federal.
Após a repercussão, Constantino afirmou que a expressão “câncer do Brasil” fazia referência ao peso eleitoral da Bahia para o PT e apresentou retratação às pessoas que se sentiram ofendidas. A investigação deverá analisar o conteúdo, o contexto e as circunstâncias das declarações.