O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira (18) uma série de medidas cautelares contra o senador Jaques Wagner no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A decisão foi tomada após o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e a outros investigados em apurações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Entre as restrições impostas pelo STF está a proibição de contato com os demais investigados, exceto familiares. Wagner também não poderá se comunicar com pessoas relacionadas às negociações e à reforma de um apartamento em Salvador que aparece no centro das investigações. Outra medida impede o senador de manter qualquer atuação econômica conjunta com os demais alvos da operação.
Segundo a Polícia Federal, as apurações buscam esclarecer se o líder do governo Lula no Senado teria atuado em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional em troca de supostas vantagens indevidas.
Entre os elementos investigados está um apartamento de alto padrão avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões, localizado em Salvador. A suspeita é de que o imóvel pudesse representar uma contrapartida por eventuais benefícios concedidos ao grupo empresarial.
Em nota, Jaques Wagner negou qualquer irregularidade e afirmou que o apartamento citado pelos investigadores nunca integrou seu patrimônio.
"O apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar", declarou a defesa do senador.
Também alvo da operação, o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou por meio de seus advogados que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.