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Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

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Da redação

Estatal afirma que estratégia comercial permite maior estabilidade nos preços de combustíveis

Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras afirmou que pode reduzir os impactos da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo em que mantém a rentabilidade da companhia. A declaração foi feita em nota enviada à Agência Brasil.

Segundo a estatal, a estratégia comercial atual permite diminuir a transmissão imediata das variações do mercado internacional para os preços no país. A empresa destacou que passou a considerar fatores como condições de refino e logística na definição dos valores.

De acordo com a Petrobras, essa abordagem possibilita períodos de maior estabilidade nos preços dos combustíveis, mesmo em cenários de volatilidade no mercado global de energia.

A companhia informou ainda que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões sobre eventuais ajustes de preços.

 

Conflito no Oriente Médio pressiona preços do petróleo

A recente alta do petróleo está relacionada à guerra no Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 25% do petróleo transportado no mundo.

Com a tensão na região, o barril do tipo Brent chegou a atingir US$ 120 no início da semana. Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possível redução do conflito, o preço recuou e voltou a ficar abaixo de US$ 100, ainda acima da média de cerca de US$ 70 registrada antes da crise.

 

Mudança na política de preços

Especialistas apontam que a Petrobras tem hoje maior margem para amortecer oscilações internacionais porque abandonou, em 2023, a política de paridade de preços de importação (PPI), que alinhava os valores internos diretamente ao mercado global.

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Ticiana Álvares, afirma que a nova política permite considerar fatores internos na formação dos preços.

Apesar disso, a especialista ressalta que o impacto da estratégia é limitado, já que o Brasil ainda importa parte dos combustíveis e possui refinarias privatizadas, como a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia.

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