A Polícia Federal aponta que o senador Jaques Wagner teria atuado para favorecer interesses ligados ao Banco Master em troca de benefícios de alto valor. Entre as vantagens citadas pelos investigadores estão a promessa de um apartamento de luxo avaliado em cerca de R$ 35 milhões, em Salvador, além do uso de aeronaves particulares. Segundo a apuração, os benefícios teriam sido oferecidos como contrapartida por supostas articulações políticas.
As suspeitas fazem parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). A investigação apura possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras relacionados ao Banco Master. Durante a operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com os investigadores, o imóvel de alto padrão estaria localizado em uma área nobre da capital baiana e teria sido destinado ao senador de forma indireta. A PF também cita deslocamentos em jatinhos particulares custeados por empresários ligados ao grupo investigado.
A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades e afirma que o parlamentar não recebeu qualquer vantagem indevida. Os advogados sustentam que as acusações são baseadas em interpretações equivocadas e dizem que irão contestar as medidas adotadas no curso da investigação.
O caso segue sob análise do STF, enquanto a Polícia Federal aprofunda a coleta de provas para esclarecer a relação entre agentes públicos e empresários investigados no esquema.