A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu que a arma apreendida pela Polícia Militar durante uma blitz pertence ao ex-chefe do Executivo. A informação foi confirmada pelos advogados nesta quarta-feira (17), após a divulgação do caso envolvendo o armamento encontrado em um imóvel ligado ao ex-presidente.
Segundo a defesa, a arma estava armazenada na residência de Bolsonaro, mas havia sido deixada inoperante por integrantes de sua equipe de segurança. Os advogados sustentam que a modificação foi realizada sem o conhecimento do ex-presidente, o que, segundo eles, afastaria qualquer irregularidade relacionada ao uso ou porte do equipamento.
A manifestação ocorreu após a repercussão da apreensão realizada pela Polícia Militar. O caso passou a ser analisado pelas autoridades competentes, que apuram as circunstâncias da posse e da condição em que o armamento foi encontrado.
De acordo com os representantes de Bolsonaro, a arma integrava o acervo de segurança vinculado ao ex-presidente e não possuía condições de funcionamento no momento da apreensão. A defesa argumenta que a inutilização do equipamento foi uma medida adotada por profissionais responsáveis pela proteção do ex-mandatário.
O episódio soma-se a outras investigações que envolvem Bolsonaro e seus auxiliares após o fim de seu mandato. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual responsabilização relacionada especificamente ao armamento apreendido.