O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que “nunca foi esquerdista” durante uma conversa informal com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, à margem da cúpula do G7, realizada na França. A declaração ocorreu durante um diálogo que também contou com a participação do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
No trecho da conversa que circulou nas redes sociais, Lula comentava sobre a permanência de governos conservadores e de centro-direita no poder em diferentes países quando defendeu que “o mundo não é de esquerda” e sim “do caminho do meio”. A fala foi uma resposta a uma observação de Georgieva sobre a expectativa internacional em torno de sua eleição para a Presidência da República, em 2002.
Ao recordar o período, o presidente afirmou que nunca se considerou um político de esquerda e destacou sua trajetória no movimento sindical. Segundo Lula, sua atuação como dirigente sindical foi marcada por relações próximas com organizações trabalhistas da Alemanha, Itália e Espanha, antes mesmo de ingressar na política institucional.
Durante a conversa, o petista também relembrou episódios da década de 1980, quando, segundo ele, chegou a ser rotulado como anticomunista após recusar um convite para participar de um congresso na então União Soviética. Lula afirmou que, à época, realizou uma viagem pela Europa em busca de apoio internacional e solidariedade ao movimento sindical brasileiro.
A declaração ocorreu durante os compromissos do presidente brasileiro na cúpula do G7, que reúne líderes de algumas das principais economias do mundo para discutir temas relacionados à economia global, segurança internacional e cooperação entre os países participantes e convidados.