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Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito de Mendonça sobre financiamento do filme ‘Dark Horse’

Data:
Antonio Dilson Neto

Senador e candidato à Presidência aparece entre os investigados em inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes no repasse de recursos para o filme “Dark Horse”

Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito de Mendonça sobre financiamento do filme ‘Dark Horse’
Reprodução/Redes sociais

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato à Presidência da República, é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação veio a público nesta sexta-feira (11), após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de parte das investigações relacionadas ao caso Banco Master. O procedimento havia sido autorizado por Mendonça em julho, a pedido da PF.

Segundo a decisão, a Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que, em tese, teriam sido praticados por Flávio no contexto das negociações para financiar o longa com Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República foi consultada antes da abertura do inquérito e não apresentou oposição. Mendonça determinou que a PF realizasse as diligências que não dependessem de autorização judicial.

O que a PF investiga

O financiamento de “Dark Horse” aparece em duas investigações que tramitam no STF. O inquérito relatado por André Mendonça apura os repasses feitos por Daniel Vorcaro para a produção. Os investigadores querem esclarecer as circunstâncias das transferências, a origem dos recursos, o valor total movimentado e o destino do dinheiro.

Uma das suspeitas é de que parte dos valores destinados ao projeto não tenha sido efetivamente utilizada na produção do filme. É nesse procedimento que Flávio Bolsonaro aparece formalmente como investigado.

A segunda investigação, relatada pelo ministro Flávio Dino, apura o possível uso de emendas parlamentares para financiar a produção do longa.

Operação Make Up

A investigação conduzida por Dino resultou em uma operação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU), que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora ligada ao filme.

Dino também determinou medidas cautelares contra Frias, incluindo a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados no inquérito que apura possíveis desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Contrato de wi-fi 

Além das investigações que tramitam no STF, a produtora Go Up Entertainment também é alvo de uma apuração da Polícia Civil de São Paulo. A investigação envolve um contrato superior a R$ 150 milhões firmado entre a empresa e a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi em regiões periféricas da capital.

Segundo a apuração, o contrato não teria sido cumprido integralmente e existem suspeitas de desvio de parte dos recursos.

 

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