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Janja rebate críticas por gastos em viagens: 'É misoginia pura'

Data:
Antonio Dilson Neto

Primeira-dama afirmou que segue protocolos de segurança em viagens, defendeu a transparência das despesas e pediu a aprovação de projeto que criminaliza a misoginia.

Janja rebate críticas por gastos em viagens: 'É misoginia pura'
Reprodução/Brenno Carvalho

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, rebateu nesta segunda-feira (13) as críticas que recebe por viagens internacionais e pelos gastos atribuídos a ela. Em entrevista ao podcast Frente a Frente, da Folha de S.Paulo e do UOL, ela afirmou que a imagem de "gastadeira", difundida por opositores, é resultado de "misoginia pura".

Segundo Janja, parte das despesas divulgadas como sendo de sua responsabilidade corresponde, na verdade, aos custos de toda a comitiva presidencial. Ela também explicou que precisa seguir protocolos de segurança estabelecidos pela Polícia Federal, o que inclui viagens em classe executiva.

"Nunca falamos sobre eu gastar demais. Às vezes colocam todos os gastos da comitiva de uma viagem na minha conta. Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança", afirmou.

A primeira-dama disse ainda que todas as suas viagens oficiais seguem regras de transparência e prestação de contas. "Eu presto contas, tudo meu é público. Quando viajo tem briefing", declarou.

Janja também afirmou que parte dos ataques direcionados a ela tem como objetivo atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a entrevista, ela defendeu que o papel desempenhado por uma primeira-dama mudou e afirmou que atua diariamente em agendas institucionais no Palácio do Planalto.

"A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente. Eu vou quase todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda e viajo a trabalho", disse.

A primeira-dama também lembrou que, em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou os processos que questionavam seus gastos com viagens oficiais por não identificar irregularidades.

Ao final da entrevista, Janja pediu que o Congresso Nacional avance na votação do projeto de lei que criminaliza a misoginia. Segundo ela, o combate ao ódio contra as mulheres deve ser tratado como uma pauta nacional, independentemente de posições políticas ou religiosas.

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