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Moraes manda investigar carta de Bolsonaro em apoio a Flávio por suspeita de crime eleitoral

Data:
Atualizado em: 13 de Julho de 2026
Da redação

Ministro do STF vê indícios de promoção antecipada da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e encaminha o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral para adoção das medidas cabíveis

Moraes manda investigar carta de Bolsonaro em apoio a Flávio por suspeita de crime eleitoral
Reprodução/Getty Images

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (13) que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) analise se houve propaganda eleitoral antecipada após o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgar, nas redes sociais, uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República.

Na decisão, Moraes afirma que o conteúdo da carta pode desrespeitar as regras eleitorais por pedir apoio a um pré-candidato antes do início oficial da campanha. No texto, Jair Bolsonaro escreve que os apoiadores devem "se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro".

O ministro também cita a fala de Flávio ao anunciar a publicação da carta. No vídeo, o senador diz que o pai escreveu "um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação". Para Moraes, a divulgação pode ter servido para promover a candidatura de Flávio antes do período permitido pela Justiça Eleitoral.

A decisão destaca ainda que a legislação proíbe pedidos de voto ou manifestações que tenham o mesmo efeito antes do período oficial de campanha. Por isso, o ministro determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral avalie se houve infração às normas eleitorais e se o caso deve ser investigado.

Além da possível irregularidade eleitoral, Moraes entendeu que Jair Bolsonaro também pode ter descumprido a medida cautelar que o impede de usar redes sociais, inclusive por meio de outras pessoas. Segundo o ministro, a carta foi escrita para ser divulgada por terceiros, o que pode configurar violação da decisão judicial.

Como consequência, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente e deu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele sabia que a carta seria publicada nas redes sociais.

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