A Medida Provisória (MP) do Frete entrou na reta final de tramitação no Congresso e precisa ser votada pelo Senado até quarta-feira (15) para não perder a validade. A proximidade do prazo aumentou a pressão de caminhoneiros, que iniciaram mobilizações e ameaçam ampliar a paralisação caso a proposta não seja analisada.
O movimento é liderado por entidades da categoria, que cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a inclusão da matéria na pauta. A mobilização começou em portos e pode se estender para outras regiões do país se não houver avanço na votação.
A MP 1.343/2026 reforça mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete, amplia a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e prevê multas para empresas que contratarem transporte abaixo dos valores estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Se o texto não for aprovado até 16 de julho, a medida provisória perderá a validade, o que, segundo lideranças dos caminhoneiros, poderá intensificar a mobilização da categoria e provocar impactos no transporte de cargas em todo o país.