O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou abaixo das metas previstas no Plano Plurianual (PPA) para 2025. Segundo o relatório sobre as contas presidenciais, as áreas de Saúde e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) registraram os piores desempenhos entre as políticas públicas avaliadas.
Na Saúde, apenas 16,7% dos objetivos específicos foram alcançados. O programa Atenção Primária à Saúde não cumpriu nenhuma das quatro metas previstas, enquanto o programa Atenção Especializada à Saúde atingiu apenas uma das cinco metas estabelecidas. Juntos, os dois programas concentraram R$ 163 bilhões em dotação orçamentária, o equivalente a 63% dos recursos destinados à função Saúde em 2025.
No Novo PAC, somente 23,1% das metas de entregas foram cumpridas, cerca da metade da média geral de 44,8% registrada no PPA. O programa de Transporte Rodoviário, que recebeu R$ 12,5 bilhões autorizados no orçamento, alcançou integralmente apenas 20% das metas previstas.
O relatório também identificou problemas em outras áreas, como Educação, Assistência Social e Previdência. Apesar de a Educação Básica apresentar o melhor desempenho entre os objetivos específicos, o TCU destacou que apenas 35% dos investimentos empenhados foram efetivamente liquidados em 2025, atribuindo o resultado à aprovação tardia da Lei Orçamentária Anual (LOA) e a limitações operacionais.
Para o TCU, o baixo desempenho foi influenciado por fatores como metas mal dimensionadas, execução orçamentária tardia, falta de recursos, limitações técnicas de estados e municípios, dependência de emendas parlamentares e falhas no monitoramento dos programas. Segundo a Corte, esses problemas provocaram atrasos e reduziram a entrega de serviços públicos e obras de infraestrutura previstas para o ano.