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PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta no BRB após tentativa de compra do Banco Master

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Da redação

Apesar de o BRB apresentar balanço e liquidez regulares, análises internas identificaram possíveis irregularidades em operações da gestão anterior.

PF investiga suspeitas de gestão fraudulenta no BRB após tentativa de compra do Banco Master
Divulgação

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco Regional de Brasília (BRB), ligadas a operações realizadas durante a tentativa de compra do Banco Master, anunciada em março de 2025. A investigação foi instaurada na sexta-feira (31), comunicada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tramita sob sigilo.

Apesar de o BRB apresentar balanço e liquidez regulares, análises internas identificaram possíveis irregularidades em operações da gestão anterior.

Entre os indícios estão manobras para contornar regras de transparência na titularidade das ações, com possível extrapolação disfarçada dos limites de participação acionária por um mesmo grupo.

A apuração também envolve a compra de carteiras de crédito consideradas problemáticas do Banco Master. A PF avalia se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança dessas operações, além de indícios de envolvimento de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Entre 2024 e 2025, o BRB aportou cerca de R$ 16,7 bilhões no Banco Master. O Ministério Público vê sinais de gestão fraudulenta nas transferências. O banco deve apresentar em março um novo balanço, com detalhamento do impacto financeiro das negociações.

Até o momento, não houve pedidos de depoimento. As investigações seguem focadas na análise documental. Em novembro do ano passado, uma operação conjunta da PF e do Ministério Público levou ao afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido.

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