O governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 51% dos brasileiros, de acordo com os resultados da pesquisa Quaest, divulgados nesta quarta-feira (6). 46% reprovam o governo e 3% não souberam ou não opinaram.
A aprovação de Lula caiu três pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2023. À época, 54% dos entrevistados aprovavam o trabalho do petista e 43% reprovavam.
Entre os evangélicos, o índice de desaprovação de Lula é ainda maior: 62%. O índice para este grupo cresce desde outubro, atingindo o maior valor desde que foi realizada a primeira Quaest sobre o atual governo, em fevereiro de 2023.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria, um dos fatores que pode ter influenciado no aumento da avaliação negativa de Lula entre os evangélicos foi a fala do presidente sobre o conflito entre Israel e o Hamas.
"A reação às falas de Lula comparando o que acontece em Gaza com o que aconteceu na 2ª guerra mundial parece dar boas pistas para explicar essa queda na avaliação do governo entre os evangélicos. Como já mostrado, 60% dos brasileiros consideram que Lula exagerou na comparação", registra Nunes.
O pesquisador registra que, entre os evangélicos, a rejeição às falas de Lula foi ainda maior, o que explicaria a alta porcentagem de reprovação.
"Entre os evangélicos a rejeição a fala de Lula foi ainda maior: 69%! Ou seja, as declarações de Lula sobre Israel parecem ter ajudado a derrubar a avaliação do governo entre evangélicos, o que parece ter levado a avaliação ao seu nível mais baixo na série histórica".
“As declarações foram tão mal recebidas que o presidente não conseguiu apoio majoritário nem dentro da sua base eleitoral. Entre quem votou em Lula, 45% apoiaram a posição do presidente e 43% rejeitaram. No bolsonarismo, 85% acreditam que o presidente exagerou”, analisa Nunes.