João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva falou pela primeira vez após deixar a prisão no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, ele descreveu os 18 dias em que permaneceu detido como "aterrorizantes" e afirmou estar aliviado após a revogação da prisão.
Segundo João, a falta de informações sobre o andamento da investigação tornou o período ainda mais difícil. "É um sentimento de angústia constante, um sentimento aterrorizante. A gente não tem notícias de como as coisas estão, do que está acontecendo. É extremamente angustiante", disse.
Ele também agradeceu o trabalho das equipes responsáveis pelo caso e afirmou que a investigação comprovou que não teve participação na morte da jovem. "Agora estou mais aliviado. Me sinto grato pelas equipes de investigação, que conseguiram ver que eu não tinha nada a ver com aquilo. Eu estava prestando um serviço e minha função era ficar apenas na parte de baixo da ponte", declarou.
João e Gabriel Barros Martins tiveram as prisões revogadas após a Polícia Civil concluir que não havia indícios suficientes para indiciá-los. Os dois estavam presos desde 20 de junho.
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho, em Limeira (SP), após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump sem estar presa à corda de segurança. Outros quatro investigados seguem presos e foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual qualificado.