Quatro advogados presos durante a Operação Sintonia de Gravata passaram por audiência de custódia neste domingo (6). A ação investiga um suposto esquema de comunicação entre lideranças de facções criminosas presas e integrantes das organizações que permaneciam em liberdade.
Ao todo, dez advogados tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e já foram capturados. Segundo as investigações, os profissionais teriam utilizado prerrogativas da advocacia para transmitir ordens de criminosos custodiados em presídios baianos.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os investigados atuavam como elo entre presos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e integrantes das facções em liberdade, permitindo a continuidade de atividades criminosas, como tráfico de drogas, circulação de armas e ataques a grupos rivais.
A Operação Sintonia de Gravata foi realizada de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), SSP e Seap. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) informou que acompanhou o cumprimento dos mandados por meio da Comissão de Prerrogativas e aguarda o compartilhamento formal das investigações para avaliar eventual abertura de processos ético-disciplinares.
As audiências de custódia analisam a legalidade das prisões e a necessidade de manutenção das medidas cautelares. Até o momento, não houve alteração nas prisões preventivas dos investigados.